PL da recomposição inflacionária será votado nesta quinta-feira (18)

Nesta terça-feira (16), o Projeto de Lei (PL) nº 2.806/2.026 que trata da recomposição inflacionária de 4,11% dos servidores e servidoras foi enviado à Câmara de Vereadores com pedido de regime de urgência, já aprovado na sessão.

O PL será votado em duas sessões plenárias extraordinárias convocadas para o dia 18 e 19 de junho. O compromisso assumido pelo Executivo em reunião com os trabalhadores é de que o valor será pago ainda no salário de junho.

Agora, além de acompanhar a votação para garantir a aprovação do PL, é preciso preparar o seu local de trabalho para a Greve do dia 30 de julho!

Nesta data, os trabalhadores e trabalhadoras irão reivindicar o restante da pauta financeira como o vale-alimentação, o pagamento da dívida histórica (4,84%) e o pagamento do retroativo do descongelamento da pandemia, além de cobrar condições de trabalho e mais contratações.

O estresse, a sobrecarga e o assédio moral têm sido parte do dia a dia dos servidores durante anos e têm se agravado nesta gestão. É preciso, portanto, organizar cada local de trabalho para dizer chega ao esgotamento e reivindicar condições dignas de trabalho.

Diferente dos demais trabalhadores, as professoras de educação infantil irão receber 0% de reajuste inflacionário. Isso porque, após o reconhecimento da educação infantil, as trabalhadoras começaram a receber parte do seu salário em forma de complemento. Dessa forma, a Prefeitura deveria aplicar o reajuste sobre as duas rubricas, tanto a do salário-base como a do complemento.

Ao não fazer isso, a Prefeitura mantém o salário das professoras de educação infantil congelado. Vamos ver um exemplo:

Tatiana recebe R$ 2 mil de salário-base e R$ 500 de complemento. Com o reajuste de 4,11% ela começará a ganhar R$ 2.082 no salário-base e R$ 418 de complemento. Ou seja, depois da aprovação do PL esta professora irá receber os mesmos R$ 2.500 que ganhava antes.

Na reunião, representantes da gestão de pessoas tentaram bater na tecla de que as servidoras iam sim ter reajuste. Mas se o montante final do salário não muda, dá pra dizer que teve algum tipo de recomposição financeira? Para o SIFAR é óbvio que não.

Vale lembrar que em 2025 o mesmo aconteceu com as técnicas de enfermagem que recebiam o complemento ao piso do Governo Federal. Essas trabalhadoras tiveram um reajuste de apenas R$ 40 reais porque a porcentagem foi aplicada apenas no salário-base.

Na época, o SIFAR calculou e mostrou que regularizar a situação destas trabalhadoras custaria apenas R$ 6 mil por mês. Mas a escolha política da gestão Gustavo Botogoski (PSD, ex-PL) foi a de manter as trabalhadoras com salários congelados, mesmo tendo dinheiro em caixa.

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