0% de avanço na pauta econômica e intransigência marca postura de gestão em reunião
Servidores tem Greve marcada para dia 30 de julho
Na última terça-feira (9) centenas servidores e servidoras estiveram na rua para mostrar sua indignação com a atual gestão de Gustavo Botogoski (PSD, ex-PL) durante uma reunião realizada entre o Executivo e os sindicatos SIFAR e SISMMAR.
Em um movimento legítimo e muito bonito, os trabalhadores entraram no salão da Prefeitura para mostrar que o serviço público tem vozes que precisam ser ouvidas. Algo tão simples que a gestão Gustavo Botogoski parece ter esquecido.
Durante a reunião, novamente o prefeito se escondeu e quem comandou a mesa foi o atual secretário de governo Robison Furman que, ao ouvir mais os assessores jurídicos da Prefeitura do que as necessidades dos trabalhadores, manteve a proposta de 0% no vale-alimentação e 0% do pagamento da dívida histórica.
Pauta econômica
A Prefeitura apresentou dados da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) para justificar não avançar nas negociações salariais. Entretanto, além de haver margem dentro da LRF, os representantes dos trabalhadores mostraram que bastava fazer uma escolha simples de retirar uma parte dos Cargos em Comissão da administração para ter espaço de sobra para realizar o pagamento da dívida histórica.
Além disso, o vale-alimentação é um outro tipo de verba que não entra nos limites da LRF, ou seja, poderia ser pago sem maiores problemas.
Para reajustar o vale, a Prefeitura precisaria de pouco mais de R$ 1 milhão por mês. Este valor com certeza poderia ser retirado de outros lugares como do aluguel com preços abusivos de Chromebooks que ultrapassam em quase R$ 18 milhões o valor que a prefeitura pagaria se comprasse os equipamentos ao invés de alugar.
Vitórias do movimento
A partir das mobilizações da data-base, os servidores conseguiram garantir algumas pautas importantes:
- Contratação imediata 49 trabalhadores da saúde e 69 da educação;
- Pagamento do retroativo do descongelamento da pandemia condicionado à disponibilidade financeira, ou seja, será preciso cobrar para que aconteça;
- Discussão em agosto do pagamento da dívida histórica;
- Discussão no dia 30 de julho, dia de Greve, para rever o vale-alimentação.
Ainda será necessário retornar à Prefeitura para tentar garantir um calendário de negociações específicas das categorias, dos aposentados e sobre condições de trabalho, como a sobrecarga que os trabalhadores vivem.
30 de julho é dia de GREVE!
Em assembleia, os servidores e servidoras do magistério e quadro geral decidiram pela GREVE no dia 30 de julho durante a próxima reunião de negociação. Até lá é preciso mobilizar os locais de trabalho para uma greve forte em que o Prefeito não consiga mais se esconder e tenha que ouvir as necessidades dos trabalhadores.
Postura antissindical
O SIFAR tentou propor que os servidores e servidoras do quadro geral possam repor as horas de paralisação, o que ajuda na ampliação da promoção do serviço público na cidade, além de ser mais econômico para a prefeitura.
Entretanto, como o serviço público não é uma prioridade dessa gestão, Robison Furman em coro com o assessor de assuntos legislativo Márcio Rodrigo Antunes e a secretária de gestão de pessoas – e também irmã do Prefeito – Thaísa Botogoski deixaram claro que não é do interesse da gestão negociar horas de trabalho e sim realizar o desconto para que os servidores sejam punidos pelo movimento legítimo de mobilização.
Na reunião, os representantes do Executivo tentaram dizer que eram obrigados a realizar o desconto, o que é mais um dos “enganos” dessa gestão já que o próprio Supremo Tribunal Federal diz que a reposição é possível se houver acordo.
Ou seja, o que falta de coragem para assumir a postura antissindical e antidemocrática publicamente, sobra em discursos pouco fundamentados na realidade.


