Negligência com o CAPS II afeta projeto de geração de renda

Você sabia que o CAPS II tem um projeto de geração renda com os usuários que estão em acompanhamento de saúde mental? É chamado de Arausol, um projeto incrível que trabalha com o reaproveitamento de resíduos têxteis para a confecção de estopas e outros produtos. Vigente desde 2018, o projeto se mantém com a venda desses produtos e está em risco devido à falta de investimento da Prefeitura.

Muitas das doações são perdidas devido às chuvas que alagam o CAPS II, os tecidos acabam molhados, sujos, tornando-os inutilizáveis para a produção. Parte das máquinas de costura estão estragadas e sem previsão de conserto. E quem participa da Arausol precisa ficar embaixo de uma infiltração que já tomou conta de todo o teto.

O projeto é reconhecido no estado do Paraná e essencial para a vida dos usuários do CAPS e para a continuidade do trabalho dos servidores na saúde mental, por isso, não deveria ser negligenciado pelo poder público.

Todos os problemas foram apresentados à Prefeitura no Conselho Municipal de Saúde (COMUSAR) de setembro. Quase dois meses depois, novamente os usuários do CAPS II precisaram ir até a Prefeitura nesta quarta-feira (17), quase véspera de Natal, para reapresentar o mesmo problema com um abaixo-assinado da população reivindicando as melhorias necessárias para o projeto continuar.

Uma representante da secretaria de saúde se comprometeu a responder os usuários em breve, mas infelizmente não deu um prazo, o que significa que será preciso intensificar a cobrança para que algo seja feito!

É importante destacar também que o problema já havia sido apresentado no COMUSAR, portanto, espera-se uma resposta urgente da Secretaria Municipal de Saúde e do Departamento de Atenção Psicossocial. Afinal de contas, condições adequadas de funcionamento dos CAPS é a base de uma política de dignidade e autonomia dos usuários, tão presente na luta antimanicomial.

Em julho, o SIFAR denunciou os problemas do CAPS II que vão desde alagamentos constantes com sobrecarga da equipe de limpeza; mofo nas paredes, chão e teto; o piso do refeitório começou a se desfazer impedindo o uso como espaço de convivência e para oficinas de culinária; e até um enorme buraco no drywall que está enferrujando.

Problemas estruturais que tornam difícil o atendimento à população e insustentável a permanência no trabalho, ainda mais com trabalhadores em menor número do que é necessário para atender a demanda. Você pode saber mais do movimento do CAPS na matéria publicada em julho.

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