Nova OS do HMA já recebeu R$ 39 milhões e ainda tem denúncia de falta de trabalhadores

Uma vistoria do Conselho Regional de Enfermagem (COREN-PR) apontou a falta crítica de profissionais da enfermagem no HMA.  Além disso, também apontou a falta de insumos e materiais de proteção individual e o remanejamento de profissionais em atividades para as quais estes não têm condições técnicas de realizar.

A denúncia deixa claras as condições de trabalho inadequadas do hospital que podem colocar em risco os trabalhadores e a população que é atendida.  Entretanto, a empresa responsável pelo HMA chamada Associação de Proteção à Maternidade e Infância de Ubaíra, conhecida como S3, respondeu à denúncia em Comunicado Interno apenas exigindo que os trabalhadores continuassem trabalhando, ignorando os problemas apresentados pelo COREN.

A S3 foi contratada em janeiro, por R$ 83,5 milhões, após diversas denúncias em relação à antiga Organização Social (OS), o IDEAS. Desse montante, a S3 já embolsou 43% do valor do contrato, de acordo com dados do Portal da Transparência de Araucária.

Essa é a lógica da terceirização, enquanto a empresa recebe R$ 36 milhões da Prefeitura, os trabalhadores da enfermagem sofrem com a sobrecarga de trabalho. É dinheiro público mal gerido nas mãos da iniciativa privada, com um problema que continua ano após ano no HMA.

Embora tente esconder, a Prefeitura de Araucária é a responsável pela contratação da S3 e, portanto, pelo funcionamento do HMA e pelos trabalhadores que lá estão.

Em 2025, o SIFAR esteve presente na frente de lutas que protagonizou a publicização de diversas denúncias realizadas sobre as condições de trabalho e de atendimento dentro do HMA. A frente foi composta pela população da cidade, o SIFAR e o Conselho Municipal de Saúde (COMUSAR). Após toda essa pressão, a empresa que geria o Hospital Municipal de Araucária (HMA), o IDEAS, teve o contrato suspenso.

Naquele momento, a população em luta exigiu que a Prefeitura de Araucária assumisse a gestão do HMA. O pedido apareceu diversas vezes na audiência pública sobre o tema. Mas infelizmente foi negado pela gestão Botogoski (PSD).

Na época, a secretaria municipal de saúde, na figura de Renata Botogoski, atual secretária, tomou uma decisão unilateral, sem levar à população que estava disposta ao debate, e contratou uma nova – velha – OS.

O modelo de organização social foi considerado falido e impróprio na audiência pública, mas a resposta dessa – e de outras – gestões continua sempre a mesma: terceirização e privatização. Se não for por OS, gerir o HMA por fundações ou concessões já aparecem por aí como possíveis “grandes ideias”. Mas claro, não são!

E é por isso que o movimento o HMA é NOSSO precisa estar em todos os lugares. O movimento colocou na boca da população a palavra MUNICIPALIZAÇÃO, tornar o hospital de novo da Prefeitura e não de empresa X ou Y. Neste momento só se fala do HMA na cidade, e nós precisamos continuar falando para que a Municipalização do hospital se torne real.

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