Prefeitura quer terceirizar motoristas e gastar mais de R$ 2 milhões com empresa privada

O SIFAR convoca a categoria dos servidores e servidoras motoristas para uma Assembleia no dia 24/03, terça-feira, às 17h00 na sede do SIFAR (Rua João Pessoa 145 – 3º andar). A reunião acontecerá para discutir os recentes ataques da gestão que promovem a terceirização dos motoristas.

No dia 23 de janeiro deste ano, a Prefeitura assinou um contrato de prestação de serviço com a empresa Mega Táxi Brasil, para institucionalizar o uso de caronas por aplicativo para os servidores e funcionários das secretarias.

A medida autoriza o gasto de mais de R$ 2,3 milhões para custear o serviço e representa um ataque direto à categoria dos motoristas, cuja atuação já prevê o serviço de deslocamento de servidores, funcionários e suporte às secretarias.

Ao invés de fazer o chamamento de mais motoristas já concursados para suprir a demanda, já que há 59 vagas em aberto para o cargo, a gestão de Gustavo Botogoski (PL) prefere gastar milhões dos cofres públicos com uma empresa privada.

Comparando o valor da contratação da Mega Táxi e os salários de entrada da categoria de motoristas, pelo mesmo valor, a Prefeitura poderia contratar 25 novos motoristas por um ano, com estabilidade, plano de carreira e sem entregar dinheiro para a iniciativa privada, que ao fim do dia não se converte em salário para os motoristas terceirizados, mas vira lucro para os donos da empresa.

A terceirização dos motoristas, como qualquer outra, prejudica os serviços públicos do município, gastando mais e reduzindo a qualidade para os trabalhadores e para a população que depende desses setores.

Um exemplo bem conhecido disso é o próprio HMA, que segue sendo jogado de empresa para empresa e continua com problemas graves em sua estrutura, atendimento e serviço de forma geral.

Terceirizando os motoristas teremos um ataque não somente a essa categoria, mas a todos os serviços públicos que dependem dessa atuação. Saúde, educação, transporte, segurança, todas áreas que precisam desses serviços para funcionar. São os motoristas concursados que dirigem as ambulâncias, por exemplo, que atendem toda a população.

Se os setores dos serviços públicos já sofrem com as terceirizações, essa seria ainda mais uma categoria prejudicada, precarizada e desvalorizada.

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