Vitória! Educadoras infantis de todo o país passam a ser reconhecidas como professoras

Na última quarta-feira (7), entrou em vigor nacionalmente uma lei que garante o reconhecimento das educadoras infantis como profissionais do magistério. A conquista, agora em âmbito nacional, já havia ocorrido para uma parte da categoria em Araucária, graças à luta conjunta das educadoras I e II, e agora se desenha como uma vitória ainda maior, de trabalhadoras de todo o país!

Em 2021, após mais de 10 anos de luta, as educ adoras infantis II foram reconhecidas como professoras de educação infantil – função que elas já exerciam, mas que o executivo insistia em não reconhecer para continuar pagando um salário mais baixo do que era direito. Algo que acontece até hoje com as educadoras I que ainda não foram reconhecidas.

Com a nova lei 15.326/2025, a Prefeitura pode realizar o reconhecimento das educadoras I das trabalhadoras que possuam magistério ou ensino superior. Isso porque, além de terem a qualificação acadêmica, estas realizaram a docência durante toda a carreira, e agora continuam em sala de aula, ensinando.  

Entrentanto, é muito possível que o reconhecimento das educadoras I não aconteça de boa vontade e que a Prefeitura tente manter estas trabalhadoras sem o reenquadramento até a aposentadoria. Por isso é importante que estas estejam prontas para se mobilizar e pressionar a gestão Gustavo Botogoski (PL) e o novo secretário de educação, Sérgio Ricardo Hey. Para isso, o SIFAR irá convocar às trabalhadoras para uma reunião de mobilização no início de fevereiro, fique atenda às redes sociais!

É importante destacar que embora o reconhecimento das educadoras II tenha acontecido, mesmo como professoras de educação infantil elas ainda recebem uma parte do salário como complemento, além da Prefeitura não ter realizado o reenquadramento da carreira que havia sido prometido, mantendo mulheres trabalhadoras prejudicadas financeiramente em relação à carreira do magistério.

Neste momento de mobilização nacional, é importante que as professoras de educação infantil também se organizem, para junto das educadoras I cobrar a atual gestão.

A luta pelo reconhecimento incluiu uma greve de 14 dias em 2018, quando completava 10 anos de reivindicação; em 2019, também houve mobilização e foi quando as educadoras I e II conquistaram a possibilidade de seguir o calendário escolar, ficando mais próximas de serem reconhecidas como professoras; mesmo com a pandemia a luta não parou, em 2020, as trabalhadoras terminaram o ano com indicativo de paralisação e continuaram articulando o que desejavam com o reenquadramento nos planos de cargos e carreiras; em 2021, finalmente, as trabalhadoras conquistaram o reconhecimento de parte da categoria o que significou melhores salários e direitos!

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