A realidade que os defensores da Reforma Administrativa não te contam

A Reforma Administrativa está em curso novamente, e você sabe quem perde com isso? Ao contrário do que andam dizendo por aí, não são os privilegiados, o judiciário, os militares ou aqueles com os salários mais altos. A verdade é que quem perde é você, seja servidor público ou não!

Mas, antes de falar da Reforma Administrativa – e sua destruição –, vamos falar da VERDADE sobre o serviço público no Brasil?

Essa é uma afirmação comum no discurso de quem defende que o Estado brasileiro não deveria prestar serviços de qualidade à população. Entretanto, a afirmação é uma mentira.

Enquanto o Brasil possui 12,20% de servidores públicos em relação a população trabalhadora (91,18 milhões), países como Austrália, EUA e os países membros da OCDE, têm muito mais servidores públicos do que o Brasil, mesmo com populações menores, o que demonstra na verdade um déficit de pessoal. Os dados foram organizados pelo portal republica.org, e são da PNAD (2021).

Essa afirmação leva nossa imaginação direto para cargos do alto escalão e políticos. Mas, você já parou para pensar que quando falamos de servidores públicos estamos falando de quem faz as obras na rua até quem te atende na recepção da Unidade de Pronto Atendimento (UPA)?

De acordo com o portal republica.org, com dados da RAIS (2022), 50% das pessoas que trabalham no setor público tem salário de R$ 3.567,29. A mediana salarial dos servidores que atuam nos municípios é de R$ 2.800 e estes representam a grande maioria (61%) do funcionalismo no Brasil. Você acha que isso é ganhar muito e trabalhar pouco?

Você já parou para pensar que isso pode não ser verdade?

Segundo o Censo Escolar (2024), 95,8% dos alunos matriculados no ensino médio são atendidos pela rede pública de ensino estadual e 3% pela rede de ensino público federal. São pelo menos 1,8 milhões de professores para atender as crianças e jovens do país.

76% da população brasileira é atendida pelo SUS, isso significa um total de 2,65 milhões de trabalhadores que atendem diretamente na saúde e salvam vidas todos os dias. Dados do Governo Federal.

E se estes serviços, que são essenciais para garantia da nossa vida, não tem a qualidade que deveriam, muito provavelmente é devido à falta de investimento por parte dos governos e não por culpa dos servidores.

Ao falar de gastos excessivos os patrões e governos estão falando de você, da população, do bem-estar dos trabalhadores e trabalhadoras. A Reforma Administrativa amplia a terceirização, ou seja, contrata por menos para sucatear ainda mais o serviço. Além disso, acaba com a possibilidade de uma remuneração digna ao acabar com a carreira dos servidores.

E você sabe quem não será prejudicado? Justamente aqueles com maiores salários, por exemplo, o papo é de que o judiciário deve ficar de fora da reforma, assim como os militares.

Além disso, enquanto os políticos tentam avançar a Reforma Administrativa, os mesmos tentaram ampliar as vagas para deputados neste ano com todos os seus direitos, penduricalhos e contratações. Ou seja, a economia é para quem? E com qual objetivo?

O Estado brasileiro pode, e deve, garantir direito à saúde, à educação, à cultura, à assistência, à alimentação, e para isso é preciso justamente investir no serviço público.

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